
Dia 1º de Abril, tivemos uma manhã nublada, com muitas nuvens no céu e uma chuva rápida, que logo passou. Nosso passeio ao Iate Clube Guaíba poderia ser cancelado, se a chuva não parasse e o tempo continuasse feio. Mas a chuva foi ficando mais fina, e logo se esgotou totalmente. Iriamos fazer nosso passeio! Nos juntamos na Roda Inicial, harmonizamos, combinamos algumas coisas e começamos a nos organizar até as 9:00 – horário que iriamos partir, já que o Iate Clube fica na Zona Sul de Porto Alegre, muito longe da Escola. Nós, as gurias, pegamos as caixas e garrafões contendo o nosso lanche: biscoitos com sabor de uvas passas, coco e castanhas, água e suco de laranja para acabar com a sede. Pegamos nossos copos e partimos para a vã do Carlos – motorista da combe lá da escola – o Guilherme, o Pedro e o João ficaram lá na frente, a profª Adriza e o Vinícius ficaram nos bancos da fileira do meio e as gurias - a Djey, a Fernanda, eu e a Giovanna – nos acomodamos lá nos bancos de trás. Tudo estava pronto e poderíamos começar o longo caminho até a Zona Sul e lá, passando pelo Shopping, chegaríamos ao Iate Clube Guaíba.
Na vã, logo começamos a nos distrair cantando músicas do Raul Seixas, como Maluco Beleza, Sociedade Alternativa, Como vovó já dizia, Mosca na Sopa, Eu Nasci há dez mil anos atrás, entre outras. Foi muito engraçado ver todo mundo soltando a voz e se divertindo. Tempo depois já dava para sentir pela janela da vã aquele vento leve e gostoso nos cabelos. Aquele vento bem típico desta parte de Porto Alegre, parte da cidade que o adorado Lago Guaíba pertence. A combe andou a alguns metros de distância do Guaíba, já estava abrindo sol no céu e estávamos ansiosos em ver o que íamos aprender, mas tínhamos certeza que esta visita seria muito enriquecedora para o nosso projeto, navegação.
Quando chegamos lá, a primeira coisa que vimos foi uma placa de madeira, que estava escrito em letras gordas: ‘’IATE CLUBE GUÍBA, FUNDADO EM 1930’’. Passamos por uma cancela, o Carlos estacionou a combe, descarregamos nossas coisas e guardamos o lanche em uma das salas do Iate Clube. Lá, alguns funcionários e possíveis marinheiros nos apresentaram o lugar. Eles nos mostraram diferentes tipos de barcos. Vimos barcos feitos para crianças; eles disseram que se pode começar a navegar com oito anos. Existem barcos só para crianças, que suportam na faixa de 30 a 50 quilos. Barcos adaptados para deficientes físicos, barcos usados em competições e barcos a vela. Depois, fomos para perto do Lago Guaíba, onde tinha um trapiche com várias embarcações estacionadas. Eles nos falaram que o barco mais caro poderia custar até 800.000,00 reais. Nos perguntaram como é que poderíamos saber para que lado o vento está soprando só usando o olho e a sensibilidade. Pode ser vendo o movimento das árvores, das nuvens e até as ondas na água. Nos explicaram que um modo bem simples de se saber isto é usar as orelhas. Vá se movimentando lentamente; quando você sentir o vento nas duas orelhas, é este o lado que ele está vindo. Eles ressaltaram que para saber o lado do vento em quando se está navegando, tem de se estar com o barco parado, se não, não dá certo. Seguimos para a loja, onde se vende vários utensílios que auxiliam na navegação. Fomos recebidos pelo vendedor, que nos mostrou um mapa da parte que liga Porto Alegre ao Lago Guaíba. Nos apontou onde fica a Lagoa dos Patos, e Itapuã, que é para onde vamos no Acantonamento, que acontece todos os anos para os alunos da Escola. Ele também disse que o Lago Guaíba é formado pelo Rio Jacuí, Sinos, Caí e Gravataí. E gentilmente nos deu um mapa de Porto Alegre, que vamos colocar em nossa Sala de Aula.
Fomos novamente para o lado de fora, e lá, tivemos uma pequena e divertida aula sobre nós.
Aprendemos a fazer o ‘’Nó Direito’’, e também o ‘’Nó Cego’’, que é o modo errado que se fazer o ‘’Nó Direito’’. Treinamos o ‘’Nó Farde’’ que é o ‘’Nó Simples’’ com uma volta a mais, o ‘’Nó Oito’’, ‘’Nó Carioca’’ e o ‘’Nó do coelho’’. Também aprendemos uma historinha muito legal, que ensina fazer um nó. É a história do Jacaré, por isso ficou ‘’Nó do Jacaré’’; a história é assim: Primeiro, você faz o rio, o jacaré e a árvore. Depois, o jacaré entra no rio, sai, dá uma volta na árvore, e entra no rio de novo. Agora você tem a cabeça e a cauda do jacaré. Puxa as duas pontas ao mesmo tempo e bem forte e pronto. Aprendemos tudo isso tentando, fazendo e refazendo nós, e isto foi muito divertido. Depois de fazer tantos nós diferentes, todo bom marinheiro guarda a sua corda de uma maneira que fique organizado e não ocupe muito espaço. Sendo assim, aprendemos a enrolar a corda para guarda-la.
Depois, lanchamos na sala de aula do Iate Clube. Tomamos muito suco de laranja e acabamos com os biscoitos de uvas passas e coco. Tiramos lindas fotos no barco que eles aviam montado, ou seja, colocado a vela e outros acessórios necessários para o barco andar com segurança. Exploramos este barco, com tudo de tão curioso que ele tinha. Guardamos nosso lanche, pegamos nossos casacos - tínhamos tirado por que tinha esquentado muito - e colocamos na combe. Nos organizamos lá dentro e partimos de volta. Abanamos para as pessoas nas paradas de ônibus, na faixa de pedestres e na rua. Chegamos na escola, arrumamos nossas coisas na mochila e finalizamos a manhã.
Agradecemos a maravilhosa visita ao Iate Clube Guaíba, foi muito divertido, e o aprendizado foi grande. Este é nosso primeiro passeio do ano, de tantos que ainda vamos fazer, mas que este sirva de exemplo para que nossas aulas-passeio sejam sempre proveitosas, divertidas, tranquilas e enriquecedoras como esta foi.
Texto elaborado por: Gabriela Jarzynski - 5° Ano